Por que Putin está comemorando disputa entre Europa e EUA pela Groenlândia

  • 19/01/2026
(Foto: Reprodução)
Trump liga Nobel da Paz à anexação da Groenlândia Ouvir o presidente americano, Donald Trump, pode nos levar a acreditar que Moscou e Pequim estão em compasso de espera no litoral da Groenlândia, prontos para impor seu poder no Ártico. "Existem destróieres russos, existem destróieres chineses e, mais do que isso, existem submarinos russos em toda parte", declarou Trump, recentemente. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Por isso, segundo o presidente americano, é essencial que os Estados Unidos tenham o controle da Groenlândia. Qual você acredita terá sido a reação de Moscou à descoberta do seu suposto plano, potencialmente ameaçado pela tomada da Groenlândia pelos Estados Unidos? Os russos não podem estar satisfeitos, certo? Errado. Putin e Trump se cumprimentam durante encontro no Alasca REUTERS/Kevin Lamarque O 'maior negócio da vida de Trump' Em um artigo surpreendente, o governo da Rússia traz muitos elogios a Trump e critica os líderes europeus que se opõem à anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos. "Ficar no caminho na histórica iniciativa do presidente americano é teimosia de Copenhague, aliada à falsa solidariedade de países europeus intransigentes, incluindo os chamados amigos da América, o Reino Unido e a França", escreve o jornal oficial russo Rossiyskaya Gazeta. "A Europa não precisa da grandeza americana que Trump está promovendo. Bruxelas espera que o presidente dos Estados Unidos 'afunde' nas eleições parlamentares de meio de mandato, para evitar que ele conclua o maior negócio da sua vida." "Maior negócio"? O repórter explica o que quer dizer com isso. Preciso sempre relembrar para mim mesmo que estou lendo o jornal do governo russo, não uma publicação americana pró-Trump. "Se Trump anexar a Groenlândia até 4 de julho de 2026, quando a América comemora o 250° aniversário da Declaração da Independência, ele entrará para a história como uma figura que fez valer a grandeza dos Estados Unidos", escreve a Rossiyskaya Gazeta. "Com a Groenlândia, os Estados Unidos passam a ser o maior país do mundo, depois da Rússia, com sua superfície superando o Canadá", prossegue o texto. "Para os americanos, este feito é comparável com eventos planetários como a abolição da escravatura por Abraham Lincoln, em 1862, ou as conquistas territoriais das guerras napoleônicas." "Se, graças a Trump, a Groenlândia se tornar parte da América... certamente, o povo americano não irá esquecer essa conquista." A mensagem do governo russo para o presidente Trump é: não volte atrás. "Desistir da Groenlândia é perigoso para o presidente americano. Isso enfraqueceria a posição do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato e provavelmente resultaria em uma maioria democrática no Capitólio, com consequências imediatas para Trump." "Por outro lado, a rápida anexação da Groenlândia antes das eleições pode alterar esta tendência política." 'Europa está perdida' Em outras palavras, é do interesse de Trump levar adiante seus planos para conquistar a Groenlândia, segundo o jornal do governo russo. Vamos nos aprofundar um pouco nisso. Por que o elogio de Moscou? Por que o aparente incentivo? Porque a Rússia tem muito a ganhar com a situação atual. A obsessão de Trump pela Groenlândia, sua determinação de tomar posse da ilha e a imposição de tarifas de importação aos países europeus que se opõem ao seu plano criaram fortes tensões sobre a aliança transatlântica. Tanto para as relações entre os Estados Unidos e a Europa, quanto dentro da Otan. Moscou considera tudo o que enfraquece ou ameaça destruir a aliança ocidental como altamente positivo para a Rússia. "A Europa está totalmente perdida e, para ser honesto, é um prazer assistir a isso", zombou o tabloide russo Moskovsky Komsomolets, em um dos seus artigos sobre a Groenlândia. Além disso, comentaristas favoráveis ao Kremlin estão usando as ameaças americanas de anexar a Groenlândia para tentar justificar a guerra da Rússia na Ucrânia. A vitória na Ucrânia permanece a prioridade do Kremlin. E Moscou acredita que manter um relacionamento positivo com o governo Trump ajudará a Rússia a atingir este objetivo. Daí vêm as críticas russas à Europa. Mas não a Donald Trump.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/19/por-que-putin-esta-comemorando-disputa-entre-europa-e-eua-pela-groenlandia.ghtml


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