MP arquiva investigação contra deputado, delegados e advogado delatados por Gritzbach, suspeitos de cobrar R$ 5 milhões em propina

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
Ministério Público alega não existir provas de que investigados cometeram corrupção. Político Antonio Olim, delegados Fábio Lopes e Murilo Roque, e advogado Ramsés Gonçalves foram denunciados por empresário que delatou PCC e corrupção policial antes de ser morto. O deputado estadual Delegado Olim (PP) no plenário da Alesp. Divulgação/Alesp O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou a investigação policial contra um deputado, dois delegados e um advogado delatados por Vinicius Gritzbach por suspeita de terem cobrado mais de R$ 5 milhões em propina para não incriminá-lo por lavagem de dinheiro. Segundo a Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), órgão da cúpula do MP, não há provas de que os investigados cometeram o crime de corrupção. O deputado estadual Antonio Olim, que é delegado licenciado filiado ao PP, os delegados Fábio Pinheiro Lopes, o 'Fábio Caipira', que era diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e Murilo Roque, que estava na delegacia de São Bernardo do Campo, tinham sido denunciados por Gritzbach antes de ele ser assassinado numa emboscada em 2024. Câmeras de segurança gravaram o crime cometido por atiradores no desembarque do aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo (veja vídeo abaixo). Um motorista de aplicativo que passava pelo local foi morto por uma bala perdida. Duas outras pessoas ficaram feridas. Na mesma delação que Gritzbach havia feito ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP, o empresário havia citado que o dinheiro foi pedido por seu então advogado, Ramsés Benjamin Samuel Costa Gonçalves. De acordo com o delator, sua defesa havia alegado que os delegados queriam R$ 5 milhões para deixá-lo de fora de uma investigação sobre corrupção. Gritzbach era um milionário empreendedor do ramo imobiliário e lavava dinheiro do tráfico de drogas para o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa paulista. Outros R$ 800 mil foram pagos pelo empresário ao seu advogado a título de honorários. Caso Gritzbach: novas imagens mostram momento da execução do empresário Mas, de acordo com o procurador de Justiça Sérgio Turra Sobrane, foi constatada a "inexistência de confirmação por outras provas" na denúncia feita por Gritzbach. Sobrane é coordenador da Assessoria de Competência Originária Criminal, que é um órgão da PGJ que atua em apurações que envolvam autoridades com prerrogativa de foro, como é o caso de Olim. "A verdade sempre prevalece. Hoje, a Justiça confirmou o que sempre sustentamos: minha total inocência no chamado caso Gritzbach. Fui alvo de acusações mentirosas, mas, como sempre confiei, a verdade venceu", informa trecho da nota divulgada pelo deputado Olim após saber que a investigação contra ele foi arquivada. A equipe de reportagem não conseguiu localizar os delegados Fábio e Murilo e o advogado Ramsés para comentarem o assunto. Todos os citados na delação de Gritzbach respondiam as acusações em liberdade. O arquivamento da apuração sobre os citados por Gritzbach ocorreu em 17 de março pelo MP. Delegados foram afastados Diretor do Deic e delegado da Polícia Civil são afastados das funções Após a morte do delator, em 8 de novembro do ano passado, os nomes dos delegados e do advogado da vítima chegaram ao conhecimento da imprensa. Os delegados tinham sido afastados preventivamente dos seus postos de trabalho ainda em 2024 por determinação da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Uma força-tarefa envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Militar (PM) e a Polícia Federal (PF) foi criada para investigar o caso Gritzbach. A Polícia Civil investiga o assassinato de Gritzbach. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que dois criminosos ligados ao PCC e ao Comando Vermelho (CV), facção carioca, são os mandantes da morte do empresário. O motivo do crime: a vítima havia delatado o envolvimento dos bandidos na lavagem de dinheiro, desfalcou financeiramente o grupo e foi acusado de mandar matar dois integrantes do PCC. Para matar Gritzbach, três policiais militares foram contratados. Dois deles atiraram no empresário e um os ajudou a fugir. Um "olheiro" colaborou com a quadrilha. Os três agentes da PM estão presos pelo crime. Os mandantes e o "olheiro" estão foragidos e são procurados. Todos são réus na Justiça pelo processo de homicídio de Gritzbach. A Polícia Militar apura a prática ilegal de segurança particular de Gritzbach feita por 14 agentes da corporação. O "bico" é um crime militar. Os PMs também são suspeitos de passar informações de operações para as facções criminosas. Todos estão presos. A Polícia Federal investiga a cobrança de propina feita por policiais civis contra Gritzbach. Nove agentes da Polícia Civil estão presos. Outras pessoas também são investigadas por participar do esquema criminoso de corrupção. Todos os envolvidos são réus na Justiça. LEIA TAMBÉM: Segurança do cantor Gusttavo Lima é procurado pela PF em operação contra policiais ligados ao PCC em SP Quem é o delegado preso em operação por suspeita de corrupção policial

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/04/03/mp-arquiva-investigacao-contra-deputado-delegados-e-advogado-delatados-por-gritzbach-suspeitos-de-cobrar-r-5-milhoes-em-propina.ghtml


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