Guerra comercial: especialistas dizem que americanos vão sentir com mais força as altas de preços

  • 04/04/2025
(Foto: Reprodução)
Segundo Trump, um setor que as tarifas tentam proteger é a produção de roupas. Só que hoje, ela é praticamente inexistente nos Estados Unidos. Tarifas de importação podem aumentar inflação nos Estados Unidos No fim da tarde desta quinta-feira (3), Donald Trump disse que tudo está indo como o esperado. Ele comparou a economia a um paciente muito doente que precisou passar por uma cirurgia. Trump repetiu que o objetivo das tarifas é favorecer a indústria e os trabalhadores dos Estados Unidos. Mas especialistas consideram que são os consumidores americanos que mais vão sentir as altas de preços provocadas por essa guerra comercial. Ao anunciar as tarifas na quarta-feira (2) na Casa Branca, o presidente Donald Trump convidou o metalúrgico Brian Pannebecker para falar dos benefícios das medidas para a indústria automobilística, dizendo: “Ele entende mais do setor que os economistas”. Brian contou que, ao longo dos anos, viu uma fábrica fechar atrás da outra e declarou apoio às taxas de Trump. A ideia do presidente americano com as tarifas é que essas fábricas voltem aos Estados Unidos depois de décadas de migração da indústria para outros países para diminuir custos de produção. Trump anuncia tarifas sobre produtos importados pelos EUA As fábricas de veículos se concentram no chamado Cinturão da Ferrugem, principalmente na cidade de Detroit. O economista Chris Douglas, da Universidade de Michigan, explica que a produção de carros nos Estados Unidos também será penalizada pelas tarifas de Trump: "As cadeias de produção são integradas e recebem peças fabricadas no Canadá, no México e até na China. Essas peças serão sujeitas às tarifas, e isso vai encarecer os carros produzidos domesticamente”. Guerra comercial: especialistas dizem que americanos vão sentir com mais força as altas de preços Jornal Nacional/ Reprodução Trump alega que as taxações vão aquecer a indústria americana e gerar empregos. O professor discorda: “A alta dos preços dos carros pode causar uma recessão, o que levará à perda de empregos. Além disso, se você entrar em uma fábrica em Michigan, vai ver computadores e robôs montando os carros. Se a produção aumentar, será feita por máquinas”. Já o Meio-Oeste americano responde pela maior riqueza do país: a agricultura. O professor de economia agrícola da Universidade de Nebraska John Beghin explica que o setor vai sofrer duplamente: “85% dos fertilizantes que usamos vêm do Canadá e ficarão mais caros. Além disso, os países que importam nossos produtos, como a China e os europeus, vão impor medidas retaliatórias, o que vai prejudicar a nossa competitividade”. Outro setor que as tarifas tentam proteger é a produção de roupas. Só que hoje, ela é praticamente inexistente nos Estados Unidos: 97% das peças vendidas nos Estados Unidos são fabricadas no exterior, principalmente em países do sudeste da Ásia, como Bangladesh e o Vietnã - que serão taxados em 37 e 46%. Ainda é cedo para saber o impacto das tarifas sobre cada setor da economia americana. Na Costa Oeste, as empresas de tecnologia, por exemplo, podem ser alvo de retaliações. A produção industrial, espalhada pelo país, vai ter problemas com interrupções na cadeia de suprimentos. E a queda da produção pode elevar a inflação, reduzir os ganhos do mercado financeiro e desacelerar toda a economia em um país em que o consumo interno é responsável por dois terços do PIB. O economista Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, explica: “A inflação vai subir e temos que nos preocupar com a economia real, com a possibilidade de uma desaceleração. Uma combinação de inflação agora e recessão amanhã. Será o fim da ordem do comércio globalizado, cada vez mais livre e aberto que conhecíamos até hoje”. LEIA TAMBÉM Como as tarifas de Trump foram calculadas? Brasil está entre os menos impactados por tarifas de Trump; o que acontece agora As armas do Brasil contra tarifas de Trump: 'Retaliar seria suicídio' Macron pede suspensão de investimentos europeus nos EUA após tarifas

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/04/03/guerra-comercial-especialistas-dizem-que-americanos-vao-sentir-com-mais-forca-as-altas-de-precos.ghtml


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